JOGO DE XADREZ – Paradidático

Posted on maio 25, 2014

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 Uma proposta de uso de jogos no Ensino da Matemática

Visando desenvolver a capacidade de raciocínio e a organização de ideias para resolução de problemas, julgo interessante a inserção do tabuleiro de xadrez no ensino-aprendizagem das crianças, a princípio despido da responsabilidade de ali se ter uma ferramenta didática obrigatória. De início a proposta deverá se aprender a jogar xadrez em todas as suas propriedades, características quanto a origem, tanto com fundamentação histórica, como um jogo em si.

A proposta seria com uso de jogos livres e temporizador de jogadas, desenvolverem nas crianças capacidade para respostas rápidas tanto quanto a possibilidade de se reavaliar a cada solução de jogada, visando diminuição de erros e rapidez para as respostas certas. Desenvolver-se ia exercícios com possibilidades de jogadas, suas conseqüências e possibilidades percentuais de acertos e erros nelas. Poder-se-ia com tabuleiros impressos e/ou mesmo gigantes com os alunos nos lugares das peças ensaiarem as jogadas e se travar pequenas batalhas. Os exercícios impressos partiriam de meio de jogadas esperando-se por uma resposta do aluno diante de seu opositor, com a devida justificativa. Estaríamos desenvolvendo principalmente a capacidade de raciocínio do aluno, que se refletiria em outras áreas na escola, introduzindo assuntos mais complexos como porcentagem, para erros e acertos, probabilidade, informações e coleções de dados na área de estatística, capacidade de discorrimento sobre procedimentos nas jogadas, etc.

            Lógico que o xadrez em si não se completaria ao longo das atividades… Ele seria o caminho para inserção de instrumentos de trabalho como o relógio, o tabuleiro gigante, a capacidade de teatralizarão com caracterização de personagens das peças do jogo, confecção de tabelas, gráficos elucidando as jogadas, desenvolvendo novas ferramentas de comunicação, a calculadora, o cronometro, introdução para as disciplinas de porcentagem, probabilidade e estatística nas séries fundamentais.

 

 

 

  1. PLANEJAMENTO

 

1.1  – JUSTIFICATIVAS

 

Justificativa para a Escolha do Tema e do Jogo Paradidático.

 

Desde os primórdios a convivência em sociedade provocou na humanidade a necessidade da criação de um mecanismo capaz de gerenciar quantidades. Para expressarmos quantidades ou para enumerarmos objetos, por exemplo, utilizamos um sistema de numeração. Existem vários sistemas de numeração, mas o mais comum e que é freqüentemente utilizado por nós, é o sistema de numeração decimal.

Tendo por motivação a introdução do Sistema de Numeração Decimal e, posteriormente, as operações de Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão; em seus aspectos básicos iniciais, usaremos o Jogo de Xadrez como ferramenta de aprendizado intuitivo para todos os conceitos acerca dos dois temas supracitados. Em paralelo ao Jogo de Xadrez poderemos inserir um outro paradidático chamado “Material Dourado” ou “Quadradinhos de Ouro”, que consiste de um conjunto de vários módulos com uma, cinco ou dez subunidades reunidas em blocos, para ajudar na contagem de números múltiplos de 5 e 10, baseando os conceitos para o Sistema de Numeração Decimal.

 

O tema escolhido é de fundamental importância para que desde cedo se fomente as crianças de ferramentas de associação objetivando fazer cálculos mentalmente e de forma rápida, com maior facilidade, sem ainda o rigor da armação das operações matemáticas rebuscadas em seus conceitos de parcelas, posicionamento de termos e conceitos posicionais de unidade, dezena e centenas. Estes conceitos últimos mencionados virão oportunamente, uma vez introduzidos das noções intuitivas de cálculo com ganhos e perdas a partir dos jogos, entenda-se implícitas as operações de Adição e Subtração.

 

1.2  OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS

Objetivo Geral:

 – Operar mentalmente cálculos aritméticos contemplando o assunto Sistema de Numeração Decimal;

Objetivos Específicos:

– Capacitar o aluno a executar os cálculos matemáticos para sistemas de numeração diversos, e outros mais, de início mentalmente;

– Preparar os alunos para cálculos intuitivos de multiplicação e divisão;

– Capacitá-lo para a avaliação da melhor possibilidade de êxito em uma tomada de decisão;

– Elaborar as primeiras proposições lógicas a serem consideradas diante um jogada no tabuleiro,

– Operar com valores de possíveis ganhos ou perdas a partir de um passo tomado;

 

1.3  ETAPAS METODOLÓGICAS

A partir do momento em que for elucidado aos alunos os objetos principais para o aprendizado que será usado em sala de aula: Jogo de Xadrez e Material Dourado; será autorizada toda e qualquer busca por materiais informativos, bem como manuais de uso, não obstante a aquisição dos materiais por parte dos mesmos.

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            De posse de toda sorte de material de consulta o professor deverá disponibilizar ficha de regras para os jogos bem como os procedimentos a serem adotados para valoração das peças, levando-se em conta os temas implícitos para o aprendizado:

–        Numeração e Contagem;

–        Operações de Adição e Subtração;

–        Multiplicação e Divisão;

–        Divisibilidade;

–        Múltiplos e Divisores;

            As regras do xadrez devem ser assimiladas durante as partidas entre os alunos, para a memorização e avaliação das jogadas de cada aluno. O Material Dourado será usado para concentração das pontuações dos concorrentes em quantidades materializadas. O Material Dourado possibilitará grupos de unidades de peças serem substituídas por blocos (conjunto de unidades coladas em suas multiplicidades).

            A medida que as partidas sejam executadas os alunos registrariam as pontuações adquiridas, relativamente às peças retiradas do tabuleiro.

            As contagens poderão:

  1. Iniciar-se a partir das pontuações máximas possuídas por cada jogador ao início da partida, com o registro das perdas ao longo das jogadas;
  2. A partir do zero, e se somando os valores das peças adquiridas;
  3. Poder-se-ão variar os valores de cada peça aplicando as propriedades de divisibilidade:

3.1       Primeiras partidas: peças valendo 2, 4 e 8 pontos;

3.2       Alteração dos valores para: 2, 3 e 6;

3.3       Alteração dos valores para 3, 6 e 9;

3.4       Alteração dos valores para 5, 10 e 15;

3.5       Alteração dos valores para 7, 14 e 21; e assim sucessivamente… a fim de que os alunos se familiarizem com os aspectos da divisibilidade;

             O Material Dourado deverá ser trabalhado de forma a terem coladas as suas unidas de peças em grupos de dois, três, cinco, sete, dez, onze, treze e as já unitárias, de forma a facilitar a contagem dos pontos.

             Num determinado momento em que os alunos já estejam bem à vontade com as regras e procedimentos para contagem com o uso do Material Dourado; poder-se-ia inserir um novo procedimento que contaria o tempo necessário para cada jogador emitir sua jogada, o que também a partir de um parâmetro pré-estabelecido poderia representar uma pontuação extra a cada jogada.

 

 1.4  CRONOGRAMA E RECURSOS

 

Ação ou etapa metodológica Período de realização Recursos e Exercícios
Período para aquisição dos materiais, ou disponibilidade da escola para o mesmo;Período destinado à pesquisa dos alunos e ao primeiro contato com os jogos e materiais dourados.

 

Divisão dos alunos em equipes de no máximo cinco alunos, de forma a termos pelo menos dois jogos em cada grupo, com temporizador, cronômetros para jogadas; e dois Materiais Dourados.

28/1/2013 a 31/1/2013 Jogos de Xadrez, facilmente adquiridos em lojas de paradidáticos e materiais escolares; a preços acessíveis; Pesquisa das regras para uso do jogo em Internet, livros ou mesmo Manual do Usuário do próprio jogo.

Aquisição do jogo do Material Dourado;

uso de máquinas fotográfica ou mesmo de celular, tablet para avaliação posterior de erros e acertos dos jogadores de cada equipe.

Período para memorização das regras do jogo, que em nada poderão diferir do Manual de Uso, bem como inserção de valores para cada tipo de peça.Trabalhar a colagem das peças unitárias de madeira para grupos de dois, três, cinco, sete, dez, onze, treze 03/03/2014 a 21/03/2014 Uso de programa de computador para registro das pontuações e tempos de cada jogada e total das partidas; Associando perfeitamente os valores ganhos ou perdidos, em suas multiplicidades conforme a fase determinada pelo professor.
Desenvolvimento das partidas com a inserção da variação dos valores das peças conforme as regras de divisibilidade implícitas, inserção de pontos extras aos que demorassem tempo inferior a um parâmetro pré-estabelecido para cada jogada (com sucesso). De 24/03 até 11/04/2014 Uso de tabelas para registro de valores e contagens; em suas multiplicidades.Os registros deverão fazer referências às peças adquiridas até o cheque mate ou não, ainda que no meio da partida, com suas multiplicidades e consequentes valores finais.
Verificação da aprendizagem de forma intuitiva constatando se fora bem admitido as multiplicidades para as pontuações múltiplas de 2 (4 e 8), 3 (6 e 9), 5 (e 10), 7, 11 

Discussão de fotos de partidas dos próprios alunos em slides proporcionados pelo professor de forma a avaliar e discutir a melhor jogada.

De 14 a 17/04/2014 Listas com Questões discursivas levando-se em consideração o tema divisibilidade. 

Questões com fotos de partidas de xadrez no meio e avaliação das possíveis jogadas; possibilidades de consequentes ganhos e perdas em seus respectivos valores múltiplos e avaliação da maior vantagem de uma jogada em detrimento de outra.

 

  1. DESENVOLVIMENTO

A ideia do uso do Jogo de Xadrez, visa fomentar a competitividade e o intuitivo aprendizado de técnicas de contagem em multiplicidade, fazendo uso não de calculadoras, mas de material preparado para facilitar as multiplicações e divisões de valores, sem traumas na armação das operações matemáticas.

            Teríamos alcançado os objetivos específicos a poucas tacadas, com divertimento e de forma simultânea e continuada, sem interferências para elucidação de regras:

            Operariam mentalmente cálculos aritméticos contemplando o assunto Sistema de Numeração Decimal; variariam na valoração das peças de forma a evoluir os cálculos matemáticos para valores múltiplos diversos; e na valoração das peças poderíamos influenciar os alunos para cálculos intuitivos de multiplicação e divisão; possível inserção de novos assuntos como a Divisibilidade; Capacitá-lo para a avaliação da melhor possibilidade de êxito em uma tomada de decisão; Desenvolvimento das primeiras proposições lógicas a serem consideradas diante um jogada no tabuleiro, posteriormente atribuição de valores de possíveis ganhos ou perdas a partir de um passo tomado;

 

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto certamente estaria melhor inserido em um evento maior do que as paredes da sala de aula, como por exemplo uma Gincana de Ciências Exatas. Mas um evento desta proporção limitado à sala de aula pode se refletir por todo um conteúdo de uma disciplina de matemática ao longo de todo o ano. No 3º ano do ensino básico, por exemplo, os assuntos abordados no programa são:

–        Conjuntos;

–        Numeração e Ordenação;

–        Adição e Subtração;

–        Multiplicação e Divisão;

–        Múltiplos e Divisores;

–        Sistema Monetário;

–        Frações e Números Decimais;

–        etc.

Essa introdução do jogo em cada área supracitada do conhecimento matemático poderia ser alterada e adaptada a cada necessidade e sistema de associação pertinente para o uso dos paradidáticos em tela: Jogo de Xadrez e Material Dourado.

 

  1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALCANTARA, Beatriz – Matemática Hoje e Sempre – 3ª Série – Editora Consultor, Edição Revista e Atualizada, 1991.

          


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